Bignardi Junior
Da Redação
Levantamento do Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (Inpes-USCS) mostrou que, em dez anos, mais que dobrou o número de pessoas que leem livros no Grande ABC. Em 2002, 26,1% da população liam ao menos um livro, sem contar obras técnicas nem as obrigatórias, por conta dos estudos. Até o ano passado, quando foi realizada a pesquisa, este número chegou a 54,4%. Foram entrevistadas pessoas com mais de 18 anos em São Caetano, Santo André e São Bernardo.
Leandro Prearo, coordenador do Inpes-USCS, afirmou que a internet foi uma grande aliada no ganho de leitores. “A rede permitiu que mais pessoas tivessem acesso às obras por meio dos downloads gratuitos”, explicou Prearo. Segundo ele, as livrarias também abriram espaço para que novas classes sociais comprassem livros por meio de facilidades de pagamento. “As obras continuam caras, mas hoje em dia as grandes redes parcelam e dão descontos”, complementou.
Outro fator que contribuiu para o avanço da leitura no ABC é o aumento da escolaridade. Segundo o Inpes-USCS, a média de anos de estudo em 2002 era de 8,6. Em 2011, o ABC alcançou 10,3 anos. “O acesso ao Ensino Superior melhorou muito. O ABC ganhou universidade federal, Fatecs e mais oportunidades para que a população complete os estudos”, disse Prearo.
A primeira vez que o número de leitores superou o de não leitores na pesquisa da USCS foi em 2010. Até então, desde 2002, o número de pessoas que declaravam não ler livros era maior do que os que se diziam adeptos. 53% das pessoas que não leem afirmam não
ter tempo para os livros. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Pró-livro com 5 mil pessoas em todo o país. Outros 30% disseram não gostar de ler.